Mesmo com ponto de descarte a 200m, rua vira depósito de entulho em SP

March 12, 2018

Moradores sofrem com o mau cheiro, ratos e insetos.
Lixo fica na esquina de avenida que sempre alaga.

 

A 200 metros da esquina da Rua Professora Guaraciaba Mourão Trindade com a Avenida Ricardo Jafet, na Saúde, Zona Sul de São Paulo, existe um Ecoponto. Ele está lá para receber o entulho levado por moradores e catadores. Mas boa parte não chega até o local. O lixo fica ali mesmo, na rua. 

Os moradores dizem que o problema é antigo e a Prefeitura até retira o entulho do local. Mesmo assim, a cada dia o volume de lixo aumenta. Só diminui quando a chuva vem e leva o material descartado para o meio da avenida ou para o Córrego Ipiranga.

 

"Sempre que chove a avenida fica toda alagada, a água chega aqui na rua, mas mesmo assim o lixo continua a ser jogado no mesmo lugar"

 

Mesmo as constantes enchentes que atingem o local não são capazes de fazer o que se transformou em depósito clandestino desaparecer. Sofás, madeiras, material de construção, lixo doméstico, ferros enferrujados e até animais mortos. Está tudo ali. 

Ratos, baratas e insetos também habitam o local. “Trabalho há oito anos aqui e sempre foi assim”, diz Arthur Antonio dos Santos, funcionário de uma escola técnica que fica bem em frente ao local. “De noite vem até caminhão despejar o lixo aqui.”

 

A queixa é antiga e generalizada. O comerciante Aurenito Eduardo Galvão está há 15 anos no local e afirma que de tempos em tempos a quantidade de lixo diminui, mas limpo o local nunca fica. "Isso aqui é um pouco da falta de educação das pessoas. Sempre que chove a avenida fica toda alagada, a água chega aqui na rua, mas mesmo assim o lixo continua a ser jogado no mesmo lugar", reclama.

 

A calçada em que o lixo se acumula pertence ao Centro de Formação Profissional José Gomes, que é mantido pela Prefeitura em parceria com instituições privadas. O local, conta Santos, costumava ter um vigia noturno, o que inibia o descarte clandestino do entulho.

 

Entre o entulho estão pedaços do muro da escola que foram destruídos. De acordo com o funcionário, durante a noite, a escola é invadida constantemente. "Só melhora se a Prefeitura colocar de novo um vigia aqui", diz o funcionário.

 

Na esquina de cima, Luiz de Almeida mantém seu bar há quase dez anos. Diz que nunca viu o local limpo e que durante a noite a situação piora. "Há noite em que pedaços de peixe são jogados. Não sei de onde vem, mas quando venta dá para sentir aqui em cima", afirma.

 

A Subprefeitura do Ipiranga diz que o local é limpo semanalmente, mas o "descarte criminoso persiste". "O local havia sido limpo no dia 12 deste mês e nesta sexta-feira já foi iniciado o serviço, que deve continuar no sábado. Para coibir essa atitude, estão sendo feitas operações na região, com apoio policial, para flagrar e punir os autores deste tipo de crime", diz, em nota.   

 

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1496077-5605,00-MESMO+COM+PONTO+DE+DESCARTE+A+M+RUA+VIRA+DEPOSITO+DE+ENTULHO+EM+SP.html

 

 

 

 

 

 

 

 

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